sexta-feira, 15 de julho de 2011

A blusa rosa que tinha uma menina


Agora os parcos leitores devem pensar: "viiiixi, vai falar de mulher, até que enfim, ja tava achando que era viado."

advirto leitor, essa história não se trata de uma menina, ou um amor, ou uma paixao de carnaval, um amor platônico, nada disso. É só mais um relato.

E como tal começa com um cenário, um fato. e o sujeito dessa oração é a camisa.
Eu vi uma camisa rosa, não era qualquer camisa, ela era linda e quem a usa lindo fica.
Ela anda e passeia no meio da multidão e é impossível ficar alheio a ela.

Que brilho, os raios do sol parecem dela vir e pra ela convergir. É um rosa choque quase vermelho, com detalhes estratégicos e um perfume que parece carregar quem pra trás fica.
Talvez, em toda sua perfeição, ela tenha esse perfume para que nem os cegos deixem de contemplá-la.
Lá vem, lá vem a camisa rosa rica em detalhes estratégicos e a banda pára pra ela passar, nem o vento ousa adianter-se a ela, é como se até os deuses soubessem a força que ela tem.
Prometeu, o amigo dos homens, nos deu o fogo para que cozéssemos nosso bonequinho e os deuses nos deram aquela camisa, que vai e vem e nao se adianta, ela não pode ser terrena, tem que ser Olímpica.
E numa ironia dessas que só os céus são capaz de fazer, ela toma meu lugar, e se ocupa e eu não sou digno de olhá-la, porque ela é rosa e linda e tem detalhes estratégicos.
Minha insignificância em frente a ela é visível e aperturbadora, pois ja me acostumei com essa condição e nunca terei uma camisa daquela.

sábado, 25 de junho de 2011

Dos Extremos Jaru

Eu adoro festas

Isso mesmo leitor, pasme, eu Diego, adoro festas.

Estamos vivenciando aqui em Jaru uma festa típica, grande, anual, milionária e de gigantescas proporções locais; a AGRISHOW 2011.

É mais uma dessas festas agropecuárias que têm em todas as cidades do Estado, mas aqui em Jaru ela se torna algo como um Natal local ou um haloween nos E.U.A.

É gente que se pinta, coloca botas, par de esporas, camisas quadriculadas e se torna quase impossível ficar alheio a essa euforia que toma conta dos habitantes locais.

É claro que esse texto não é depreciativo, de forma alguma, é só um ponto de vista singular de tal acontecimento, por isso falarei sem mais preocupações em explicar ou não-ofender alguém.
Mas o caro e parco leitor deve estar se perguntando: E porque então tu gosta de festas Diego?

Explico:

Com todo esse movimento exacerbado que toma via única rumo ao Parque de Exposições, a Cidade fica uma maravilha; as lanchonetes estão ávidas por clientes, então lanche que antes eu pedia e esperava 40-60 minutos, agora espero 10, 15 no máximo.

Todas as cervejas estão geladíssimas, pois não estão saindo.

Alguns pontos comerciais estão baixando os preços pra atrair clientes, eu no caso.
Por mim essa AGRISHOW duraria uns 70 anos no mínimo.

Como é ótimo andar pelas ruas vazias, furando semáforos e sem cinto. Não tem Polícia, pois todas as viaturas estão lá. Não pra proteger a população, é que alguns querem “ver o movimento” então não convém estar nas ruas.
Felicidade assim eu só senti quando foi inaugurado o “novo Gonçalves” ahhhh que maravilha!!!!!!

A unidade sede (que durante as obras do outro ficou sendo o único Gonçalves da Cidade) ficou vazia. O outro não. O outro era uma loucura, todo mundo queria conhecer, experimentar o Bob’s (isso mesmo, tem um pequeno Bob’s lá dentro) estacionar no estacionamento coberto, uma grande novidade para os cidadãos.
O da J.K (nome popular da unidade sede) não. Vazio. Lindo. Imenso e só pra mim e mais alguns poucos loucos que insistiam no velho. Como diz minha amiga local ( um habitante Jaru “in natura”)

- “Tio, tu é um velho, gosta de coisas velhas, morreu com 23 anos”
Talvez minha cara, mas como é bom estar na contramão, como é rápido, barato, prazeroso.

Há muito tempo deixei de pensar como as outras pessoas e um dia esse “velho, esse peso morto” fará tanto sentido que estará velha também.
Então Jaru, que venham as festas, as comemorações, as novidades, para vocês saírem de meus lugares favoritos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Poeta

Hoje sem querer encontrei um velho vídeo há muito "baixado" em meu computador;
Resolvi ver, claro, acompanhado de uma latinha de cerveja. Título?? "Cazuza: O poeta não morreu".

Isso me trouxe algumas lembranças como o dia em que conversando com Deus falei que estava apaixonado pelo Cazuza e ele disse: Caramba, eu tô velho!!!
claro que está e que ótimo que está.
"Até nisso ele foi precoce, cismou de morrer cedo o sacana" disse Bial.
"Desde a norte dele a maior presença que tenho em minha vida é sua ausência" - Ezequiel Neves.

E, claro que eu, frente a esses gênios não tem a ousadia de deixar aqui um dizer pra Cazuza, mas se eu pudesse lhe dizer algo diria: "Cazuza, 20 anos depois de sua morte você consegue fazer fãs e isso é absolutamente inacreditável. Maior abandonado, composta quando eu tinha 3 anos, toca no meu carro hoje. E isso não é pra qualquer um."

Pode chamar de Tributo, homenagem, eu não vou nomear isso, aliás vou sim, isso é o grito de quem lamenta não ter conhecido esse gênio de perto.

domingo, 22 de maio de 2011

A Carne Mais Barata do Mercado

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um ‘caxias’.
Precisa faltar, é um ‘turista’.
Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu ‘mole’.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Letargia Emocional

Estou um tanto entediado e, acho que a culpa nem é tanto do dia parado ou da noite sem brisa, até pode ser, mas o que me incomoda realmente é saber que estou no final do feriado das festas de fim de ano.

Estou em casa assistindo uma atriz pornô dizer o quanto seu trabalho é ruim,
Não gosto do fim de ano, em todo lugar tem gente e todas elas pensam que tem dinheiro e pensam que você tem dinheiro, a humanidade produz quase o dobro de lixo e simplesmente é chato.

Como minha mãe foi pra Porto Velho, estou sozinho em casa, mas já questiono se isso é tão divertido como imaginava.

Passei o dia todo aqui dentro vendo TV e ouvindo músicas, não fui à esquina, não liguei pra ninguém, não comprei refrigerante, nem recebi ligações. Agora há pouco fui ali na frente, abri e olhei o carro, fechei a porta e voltei aqui pra dentro, ouvi a Ayla latir, fui olhar o que era.
Nada.

A TV deve ta ligada desde as 10:00 da manhã, já passou muita coisa boa o que não é o caso nesse exato momento.

Isso me trouxe pra frente deste computador, pra “vomitar” qualquer coisa que me ocupe é exatamente isso que faço agora.
Se interessa a alguém?
Não sei.

Porque to fazendo isso? Também não sei, mas se alguém perguntasse diria que apenas deu vontade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um dia na Casa do Everson

Queria dormi, mas não tenho sono.
Queria gritar, mas não tenho forças.
Estou com fome e não tenho comida.
Estou com sede e não tem água.
Fui ao banheiro, sentei, olheipros lados e não vi o papel higiênico.....
nem a higiene.
Quiz cortar um pão, não tem pão...
nem faca.
resolvi ler
livros tem e muitos.
Minha barriga lembrou-me que está com um bombom de chocolate que encontrei na geladeira ainda pela manhã.
o telefone toca, vejo que é o número do Everson, pois apesar de não tê-lo na agenda do telefone, sei de cor.
vou pegar esse carro e correr até a primeira lanchonete, penso enquanto atendo o telefone.
- Alô??
- Alô, Diego?
- É, fala!
- Ó só, tô no Iesb, não vou poder ir pra casa agora não ta??
nesse momento não consigo ouvir mais nada, apenas um ronco enorme vindo de dentro de minha barriga.
desligo o telefone já quase sem forças e penso: tenho que registrar isso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Não Tive Razão

Não tive razão em pensar que nada seria diferente e que tudo estaria dentro da mais completa normalidade.
Esse "Jaru way of life" é pura e simplesmente triste e chato.
Preciso dizer
mas, dizer o quê?
E ainda sigo aquela vereda de um mudo-falante.
de um digitador sem dedos, de um poeta sem idéias.