quinta-feira, 20 de maio de 2010

status_ existente_

Música.
é incrivel como músicas podem dizer tanta coisa.
passo metade do meu dia ouvindo música (ultimamente Cazuza) e cada vez tenho mais certeza que elas são atemporais.
quando escuto Chico Buarque dizer que o samba saiu procurando um alguém, tenho a impressão que isso foi dito ontem, e no entanto, ja fazem 35 anos.
Música é simples, você ouve, gosta e ela não sai mais de você.
como as mulheres, não de uma mulher, mas da mulher entende??
todo mundo tem uma idade em que "se dar por gente" se situa no espaço e diz: eu existo.
a minha foi com 07 anos de idade, meu primeiro dia de aula, eu vestia uma camisa verde pólo com o mickey bordado no peito.

Naquele momento percebi que existia, percebi os cheiros, os gostos de cada coisa.
e foi também naquele dia que soube que gostava de mulher.
É claro que nao tinha nem idéia do que era sexo, mas sabia que o caminho era por ali.Enfim, nao vou dizer o nome da menina aqui, por questões de privacidade, mas acho que ela foi meu "marco inicial".
E nunca mais ela (nao ela, a pessoa, mas ela, o gênero) me saiu da cabeça.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Esse moleque

sem verdades nem escritos, digo o fim do artigo.

Diego Mendonça
"apenas buscando espaço"
.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A pílula azul ou a vermelha?

quer saber?? ser uma pessoa é muito chato.
ter que escolher uma coisa
uma casa
uma roupa
um caminho
que coisa mais chata
e o pior disso é não saber como seria "o outro", aquela outra escolha que tu não fez.
pare um pouco agora e reflita, quero que pense.
Se tivesse ido por aquele outro lado que nao foi??
Pego aquela outra rua??
escolhido aquele outro sanduiche ou aquela outra pizza que você não escolheu?

Na verdade acho que todo mundo deveria ser quantas pessoas quisesse, assim todo mundo poderia escolher todos os caminhos e lugares e ficar com o que melhor lhe aprazesse.
ahhh, assim seria muito fácil nao acha?

um amigo meu [que eu nao falo nem sob tortura], (Vladimir Streit) é um confesso "não-consigo-escolher-nada", fica horas decidindo a camisa que vai usar ou mesmo a calça ou bermuda.
E quem pode culpá-lo ?
Eu não.

Nietszche com certeza diria que isso tudo é ótimo, pois a dúvida gera conhecimento.
visto por essa óptica, acho que nos daríamos muito bem.
Mas enfim, acho que a melhor maneira é nao encarar em termos de certo ou errado, apenas a que você escolheu e fique com ela, não abra mão por nada. È sua, defenda-a. Ela merece, depois se nao sair do jeito que esperava apenas diga: fiz o que queria e não o que queriam!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Angelus alaris

Um garoto, desses que são só garotos mesmo, com planos e sonhos, com medos e amores,destes que amam sinceramente, caminha.

Um anjo, não desses tortos que vivem na sombra, mas um lindo anjo vem ao seu encontro e confessa:

_ Como eu queria estar enamorado, sentir saudades e ficar colado
_ Como eu queria viver assim, sem nem ao menos pensar em mim
E o menino diz a ele:
_ Não me inveje lindo anjo, pois tem as estrelas, os astros e as constelações para brincar.

_ Do que adianta se não tenho a quem mostrar?

_ Mas vê as coisas mais belas ai, longe de toda essa bagunça daqui de baixo.

_ Não se deve ter orgulho do belo solitário.

_ Então voe, voe para onde puder, pois bem sei que vai se assim quiser

_ Para onde vou? Se estou marcado a viver assim, sem o sentir do pecado? Se nunca sentirei um beijo ou um abraço bem apertado?

_ O que posso fazer pra ajudar? Pergunta o menino com um olhar cadente fito no anjo.

_ Troque de lugar comigo, assim serei mortal e tu serás um admirável anjo.

_ Não posso lindo anjo, pois o que há de melhor em mim, tem vida e, anda por aì.
E nem por um momento deixarei de tê-la aqui, pois bem sei que jamais serei um anjo feliz estando tão longe de sua pele.

Então como uma nuvem dessas espessas o anjo subiu e o menino ,sabe, que até os anjos o invejaram por ser assim, tão... humano.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Penso, logo... tenho milhares de problemas

"Pensamentos só existem da boca pra fora".

assim dizia um professor que eu tinha na faculdade.
pensamentos que invadem sua cabeça e te dizem o que fazer, vestir, calçar...
aonde ir e onde ficar.
quem dentre vós nunca teve um daqueles que como num estalo mostrasse a saída, a solução, a cura.
alguns são tão intensos que te fazem perceber o quão cego você estava, não conseguindo enxergar o óbvio, ou pelo menos, o que assim parece.
mas até onde esse "estalo" é a exposição da verdade ou simples reflexo de sua vontade?
quando perceber o bum verdadeiro ou uma simples extensão de seu querer?
caro leitor, quando conseguir a resposta me avise, estarei ansioso esperando.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Eu quero nascer, quero viver..."

"Vai, sua vida, seu caminho é de paz, de amor..
a sua vida é uma linda canção de amor"





E é ao som de Maysa que eu vos escrevo hoje, não com alegria, mas também sem tristezas, apenas escrevo. Após todos esses dias de silêncio, percebi que ele me corroía, doía, mas enfim, neste século em que todos querem ser alguém, eu sou um funcionário público que cumpre horários, metas e disciplinarmente hieráquizado sirvo.
ahhh!!! que inveja sinto de vocês que escreveram e nos deixaram obras maravilhosas.
talvez nao tivessem que ir ao serviço público cumprir suas metas...
eu tenho.
E talvez por esse motivo, tenha se estabelecido este silêncio que perdurou até então.

Escrevo do computador de minha casa (essa máquina que insisto em entender) e, enquanto a xícara de café bem quente fumega em cima de minha escrivaninha, digito estas palavras que nem sei bem o que desejo com elas, meias sem nexo ou racionalidade.

Hoje quero escrever, escrever, escrever...
quero que algum dia olhem para esses escritos e me vejam.
assim como vejo Drumonnd quando o leio.
assim como vejo Jabor quando o leio.
assim como consigo ouvir exatamente o tom de voz de Everson quando leio seus textos tão cheios de uma coisa que jamais conseguirei passar aos meus leitores.
Por isso vos digo, parem de ler Diego e leiam Everson, o rapaz mais intelectual que andou por essas terras em minha época, esse I-mortal que insiste em viver entre nós, simples-mortais-tentando-algo-em-vão.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

primeiros escritos

dia de chuva, sempre assim. Um friozinho gostoso e um bom livro (no momento, "Caros Ouvintes", Arnaldo Jabor) esse um presente de meu amigo Everson Castro numa opprtuna visita que o fiz.
hoje á tarde quando lia anjos e demônios de Dan Brown ( esse minha namorada Cristina pegou em sua faculdade á título de empréstimo) peguei no sono. E tive um breve sonho com aquele que se foi, mas voltará: Rogério Marques.
Talvez o título sugestivo me tenha influenciado, mas enfim,lembrei-me que já não somos mais
OS RODADOS
, agora fico sabendo das coisas nos 30 segundos ao telefone com o Everson ou nas rápidas idas ao IESB.
bom, são duas e pouco da manhã e minhas emoções já tomam conta de meus dedos que teimam em pressionar as teclas desta máquina, esta coisa, esta assustadora tela que me mostra o mundo em cliques.
daqui vejo minha mãe sentada no sofá da sala e os pingos da chuva que tocam a janela numa sinfonia interessante, vejo fatos, noticias, crimes e religião PIANO BAR me vem á cabeça.
lembro que amanhã tenho que acordar cedo e assim finalizo meu primeiro escrito.