
18:53 h, do dia 18 de Julho de 2010, Jaru/RO.
Estava pensando nas variadas coisas que vemos todos os dias, coisas engraçadas, alegres, inúteis, utilíssimas e etc...
E nem vou entrar no campo das experiências diárias que temos.
Tenho atualmente como livreo de cabeceira um best-bolso do Carlos Drummond, trata-se da 1º edição de uma reunião de livros e, esta contém oito; o primeiro deles é "Alguma Poesia" publicado em 1930.
Fato curioso: 1930,estávamos saudando a "revolução" que tirou aquela aliança oligárquica do poder, após anos de corrupção às vistas, graças a uma máquina eleitoral podre e infalível.
- Ahh, é agora, Drummond vai acabar com aqueles podres poderes (se Cazuza me permite)e esculachar a política de sua época!!!! (pensei eu em minha imensurável ignorância).
NÃO.
Ele não o fez, fiquei arrasado, quando já chegando ao final do livreo percebi que Drummond, não faz mais que tímidas menções ao assunto.
_ Poxa, e eu estava admirando tanto ele, e ele pisa na bola assim? - resmunguei!!
então percebi a diferença entre Drummond (um gênio das palavras) e eu (um Eupátrida contemporâneo cheio de orgulho).
Drummond é muito mais que isso, é excepcional e jamais gastaria seu tempo, seu precioso tempo, em coisas fúteis e tão sem valor como a política.
Drummond pensa com os sentimentos e escreve com o coração e, talvez, enquanto eu estava aqui crucificando-o como um A-luno, ele estivesse lá no alto pensando:
" tens muito o que aprender menino, ainda és muito jovem, mas talvez e, só talvez num futuro não próximo entenderá que nada,nada é mais importante que suas idéias, seus pensamentos, suas razões.
a política?? é importantíssima para todos, mas quem liga pra política quando se é apaixonado pela vida??".
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